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quinta-feira, 22 de março de 2018

FILIAÇÃO DE CAP. WAGNER AO PROS DEIXA DÚVIDA SOBRE CANDIDATURA AO GOVERNO



A oposição ao Governo do Estado vive momentos de expectativas sobre o nome a ser escolhido para disputar a sucessão do Governador Camilo Santana (PT). O nome de maior força eleitoral é o do Capitão Wagner que, nessa quarta-feira, ao se filiar, de forma discreta e sem a presença dos correligionários da oposição, deixou dúvida se, realmente, concorrerá ao Palácio da Abolição ou retomará o projeto de disputar um mandato de deputado federal.

A leitura dos bastidores políticos é a de que, quem é pré-candidato a cargo majoritário (presidente da República, governador ou senador), não pode criar uma agenda isolada e sem um fato político que dê dimensão a unidade de partidos que se juntam para uma disputa eleitoral. A filiação de Capitão Wagner ao Pros ganhou destaque no Bate Papo Político na edição desta quinta-feira, 22, do Jornal Alerta Geral (Rádio FM 103.4 – Expresso Grande Fortaleza + 24 emissoras do Interior). Os jornalistas Luzenor de Oliveira e Beto Almeida analisaram os desdobramentos da escolha de Wagner, que influencia nos rumos da corrida pelo Governo do Ceará.

Muita gente ficou surpresa com a repentina filiação de Wagner ao PROS, embora, após anunciar a sua decisão de se desligar do PR, ainda, no mês de janeiro, tenha construído esse caminho. Outras opções de Wagner, que estava em sintonia com o vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, eram o DEM, o PSDB, o PP e o PSD. Em todas essas siglas, Wagner teria que seguir orientação, enquanto no PROS, passa a ser dono da própria agenda. Ou seja, sem chefe!

A surpresa maior ficou por conta de uma espécie de mistério que marcou o ingresso de Wagner e do deputado estadual Roberto Mesquita para os quadros do PROS. Há, ainda, outro fato a se interpretar: Wagner decidiu ingressar no PROS 24 horas após oficializada a escolha do senador Tasso Jereissati ao cargo de coordenador-geral da campanha do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin.

Os dois acontecimentos não estão dissociados: Wagner recebeu, em 2016, apoio do PSDB, chegou ao segundo turno da eleição à à Prefeitura de Fortaleza, foi derrotado pelo atual prefeito Roberto Cláudio (PDT), acumulou um bom capital de votos na RMF e, no pleito deste ano, surgiu como o nome preferido de Tasso Jereissati para ser o candidato da oposição ao Governo do Estado. Muitos oposicionistas esperavam reciprocidade de Wagner ao apoio recebido do PSDB.

A manifestação de Tasso, fortalecida com manifestações expostas entre as lideranças de oposição (PSDB, PSD, SD e pelo grupo do vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, que, também, deixa o PR), fez o Capitão Wagner trocar a ideia inicial de se lançar à Câmara Federal pela possível postulação à sucessão do Governador Camilo Santana.

Wagner tem capital eleitoral que o credencia à disputa majoritária (governador ou senador), mas tem transmitido pouca convicção sobre o real desejo de entrar na corrida pelo Palácio da Abolição. Essa convicção ficou ainda mais fragilizada nessa quarta-feira durante o ato, em Brasília, de filiação ao PROS. O ato – longe da base eleitoral, sem a presença dos líderes de oposição se configura em um gesto isolado e de quem não pensa na candidatura ao Governo do Estado. Wagner pode contestar essa versão, se colocar como pré-candidato a governador, mas os gestos das últimas horas apontam outro caminho nas eleições de 2018.

cearaagora.com.br

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