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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Caminhoneiros ampliam número de bloqueios nas rodovias do CE no 4º dia seguido de protestos



Motoristas de caminhão ampliaram os bloqueios nas rodovias federais do Ceará nesta quinta-feira (24), quarto dia seguido de protestos contra o aumento do preço do combustível. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), oito trechos estão fechados no estado, até as 9h01.

Caminhoneiros autônomos protestam desde segunda-feira (21) no Ceará e em outros estados do país. Os profissionais reclamam do aumento no preço do diesel e também reivindicam um reajuste nos valores recebidos pelos fretes.

Na Região do Cariri, a greve dos caminhoneiros afetou o fornecimento de combustível para as aeronaves. De acordo com a Infraero, o Aeroporto de Juazeiro do Norte só tem combustível para os próximos três dias.

As manifestações também prejudicaram o fornecimento de serviços como o dos Correios e no atraso na entrega de hortifrutigranjeiros na Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa), em Maracanaú, Grande Fortaleza. O transporte público não foi afetado pelos protestos, conforme o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus).

Nesta manhã, a PRF confirmou bloqueios em sete cidades do Ceará:


  • BR-116, km 18, Eusébio. Caminhões ocupam os dois senditos da via;
  • BR-116, km 70, Chorozinho. 850 caminhões ocupam 7 km do acostamento;
  • BR 116, Km 545, Penaforte. 200 caminhões ocupam ambos os sentidos da rodovia;
  • BR 222, km 334, Tianguá. Cerca de 100 caminhoneiros fecharam a rodovia;
  • BR 116, km 250, Alto Santo. Uma fila de caminhões se formou nos dois sentidos;
  • BR 116, KM 168, Russas. Caminhoneiros fecham a via desde as 17h30 de quarta-feira (23);
  • BR 116, km 215, Tabuleiro do Norte. Caminhoneiros fecharam um dos sentidos da via.
  • BR 304, km 47, Aracati. Caminhoneiros fecharam os dois sentidos da via.
  • Em todos os bloqueios, os caminhoneiros autônomos impedem o fluxo de veículos de grande porte e de cargas, como caminhoneiros e carretas. Longos engarrafamentos se formaram nos trechos bloqueados, conforme a PRF.


No Eusébio, os condutores pararam os caminhões nos dois sentidos da BR-116. A Polícia Rodoviária informou que cerca de 200 caminhoneiros participam do protesto. Um engarrafamento de cerca de 7 quilômetros se formou na rodovia.

Somente veículos de passeio, como carros e motos, ônibus e caminhões de pequeno porte estão transitando pelos bloqueios.

Caminhões com alimentos como cenoura, cebola, uva e maçã não chegaram ao posto da Ceasa, segundo o analista de mercado da Central, Odálio Girão. Ainda segundo Girão, o atraso da entrega dos produtos no posto de Maracanaú pode gerar aumento do preço. As principais mercadorias afetas foram as vindas do Sul e do Sudeste do país.

Reivindicações
Segundo o caminhoneiro Lázaro Amaral, um dos caminhoneiros que participa do protesto na BR-116, a categoria cobra uma redução no valor do diesel e também um reajuste nos preços dos fretes. Ele diz que os custos das viagens aumentaram, porém os lucros reduziram em torno de 50% devido à alta do combustível. Lázaro afirmou que os caminhoneiros devem permanecer com os protestos até que os preços sejam ajustados.

Um outro caminhoneiro ouvido pelo G1 disse que a retirada da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (CIDE), do preço do óleo diesel, anunciada pelo Governo Federal, não é suficiente para que os caminhoneiros encerrem as manifestações. José Antônio da Silva afirmou que o tributo representa apenas R$ 0,05 do preço do diesel.

Redução
Em decisão temporária, a Petrobras reduziu em 10% o preço do diesel pelos próximos 15 dias. A medida entra em vigor nesta quinta-feira e o impacto será de R$ 0,25 por litro no bolso dos consumidores.




Por Valdir Almeida e Gioras Xerez, G1 CE

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