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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Barbalha vai instalar usina para produzir combustível a partir do lixo


O município de Barbalha assinou contrato de instalação da Usina de Beneficiamento de Resíduos Sólidos para a produção de combustível e fertilizantes agrícolas. A solenidade, aconteceu nessa quarta-feira, dia 17, no auditório da Prefeitura. O investimento será de R$ 32 milhões sem qualquer custo ao erário.

O projeto que está sendo implantado em Barbalha é inovador com uma tecnologia transformadora da realidade imposta pelos lixões.

Além da questão ambiental, o projeto tem largo alcance social e econômico, propiciando emprego e renda. Também serão comercializados, por exemplo, adubos orgânicos e combustível ecologicamente correto, já autorizada pela ANP – Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

Sobre o projeto de implantação da usina de beneficiamento de resíduos sólidos, o prefeito Argemiro Sampaio (PSDB) falou sobre a economia a ser gerada aos cofres municipais. Atualmente Barbalha gasta em torno de R$ 200 mil/mês para tratar do lixo e, mesmo assim, há riscos de contaminar o solo.

“Buscamos a solução mais viável para acabar com o problema trazendo uma tecnologia de ponta. Dentro de mais alguns dias vamos produzir adubos orgânicos, que serão usados na cultura da banana e na agricultura de um modo geral. A previsão é que em até um ano e meio já comercializar combustível, ecologicamente correto, nos postos de gasolina da nossa Barbalha”, comemorou Argemiro.

A apresentação do projeto coube à URS Tratamento de Resíduos Ltda, representante das empresas Delta Bravo e Bio Bitten, por meio do diretor João Landim da Cruz Neto. Ele disse que a usina acabará com o lixão e a ideia de aterro, que causam transtornos ao meio ambiente e à população.

O processo, conforme explicou, ocorrerá por pirólise (sem combustão), produzindo combustível com a separação do lixo. Por meio da compostagem, será produzido o adubo orgânico.

Este primeiro passo,  da compostagem, tem início previsto entre 60 a 70 dias. A empresa se instalará dentro do próprio lixão, acolhendo cerca de 80 catadores, os quais deixarão a informalidade, além de obter a garantia de melhorias na qualidade de vida.



Por João Boaventura Neto  - Miséria.com.br

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