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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Bolsonaro terá de concluir transposição e definir gestão da água do São Francisco


Os desafios de Jair Bolsonaro (PSL) têm um ponto fixo no nordeste e deverá ser o expoente da capacidade de negociação política e gestão financeira para tocar uma das obras mais importantes da história da República, a Transposição do Rio São Francisco.

Esse é o tema central de uma extensa reportagem do jornal Folha de S. Paulo, exibida na versão imprensa deste domingo (16) e também online. A matéria traz de forma detalhada problemas sobre os quais o presidente eleito deverá resolver para garantir a chegada das águas no Cariri, por exemplo, bem como a manutenção da obra.

Fazer com que todo o sistema de captação da transposição permaneça viável financeiramente depende também do empreendimento de forças de cada estado. No Ceará, por exemplo, o Cinturão das Águas está praticamente pronto, em Jati.

Uma vez que chegue a água nos sistemas de captação e distribuindo o recurso para açudes e reservatórios, alguém deverá pagar pela água que chegará nas torneiras. A reportagem ouve especialistas neste sentido, que discutem sobre a responsabilidade fiscal dos governadores para arcar com essa despesa, ou fazer com que o consumidor final pague a conta pela água consumida.

Esse é um paradoxo que, segundo os entrevistados, deverá partir de uma conversa ente o Governo Federal e os estados do nordeste beneficiados com a transposição. Esse posicionamento alinhado deverá, portanto, resguardar a saúde da estrutura física dos eixos norte e leste.



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