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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Cascavel vive clima de tranquilidade às vésperas de eleição fora de época para prefeito

A quinta-feira parecia ser um dia normal no município de Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, mesmo às vésperas da eleição suplementar marcada para domingo (5), que escolherá o próximo prefeito até o final de 2020. Entre os eleitores da cidade, há um misto de expectativa e descrença sobre o pleito.
O chamado "mandato tampão" será decidido entre três candidatos de grupos políticos já conhecidos na região: Paulinha Dantas (PTB), Tiago Ribeiro (PPS) e Zé de Lima (PV). Ontem, na última tarde de campanha, o clima de tranquilidade era quebrado apenas quando moradores passavam por palanques montados no Centro de Cascavel.
Paulinha Dantas (PTB) é apoiada pela prefeita cassada Ivonete Queiroz, que motivou nova eleição. Tiago Ribeiro (PPS) é filho do ex-deputado e ex-prefeito Tino Ribeiro, que concorreu e perdeu para Ivonete em 2016. Além disso, Tino teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) por "ausência de requisito de registro". Na terceira via está o empresário Zé de Lima (PV), que assumiu a disputa após a renúncia da outra chapa, formada pelo filho dele, Rogério Lima, e Ednaldo Lima.

Os três nomes que aparecerão nas urnas no domingo são conhecidos no município, mas ainda geram dúvidas entre os eleitores. A vendedora Gabriela Gomes, 18, resumiu a campanha eleitoral como "confusa", ainda que já tenha definido em quem votar. "Eleição bem confusa em relação aos candidatos. Está uma mistura. Até bem pouco tempo eu não sabia em quem votar. Acredito que (os moradores de Cascavel) estão confusos mesmo", disse.
Insatisfeito
Enquanto a jovem dá os primeiros passos como eleitora, o aposentado José Francisco demonstra insatisfação. "Infelizmente, tenho 66 anos. Se eu tivesse 70, não ia mais. Vou porque tenho que votar. Vamos ver se quem ganhar fará alguma coisa", reclama. "Espero que os candidatos cumpram o que prometem, porque aqui está desse jeito, tudo esculhambado".
Mas em meio ao descrédito, há moradores de Cascavel que destacam a importância do voto, como o autônomo Francisco Mário dos Anjos. Ele não só já sabe em quem depositar a confiança na eleição suplementar, como critica os menos interessados. "Os candidatos às vezes não são tão bons e as pessoas acham melhor não votar. Acho errado, porque antigamente elas não tinham o poder de votar. Hoje, como têm, opinam por não votar", comentou.
No desenho dos tipos de eleitor da cidade, existem também os mais otimistas. Deovan Nogueira, que trabalha no setor de compras de uma empresa local, reconhece que a disputa política "está acirrada", todavia, crê em um resultado positivo. "Acho que vamos escolher um bom representante no próximo domingo. Com certeza (moradores estão preocupados), estão vendo as propostas lançadas pelas três candidaturas e tenho certeza de que vão escolher o melhor", disse.
Atualmente, há 52.714 eleitores aptos a votar em Cascavel, segundo o chefe do Cartório Eleitoral da 7ª Zona, Marcel Almeida. Eles estão distribuídos em 203 seções de 79 locais de votação no Município.
Ambiente calmo
Apesar da rivalidade entre os grupos políticos que disputam a eleição, o clima é considerado tranquilo pela juíza eleitoral Leopoldina Fernandes. "Tivemos convenções, registro de candidatura, período de propaganda eleitoral. Até então, tem corrido tudo normalmente, sem maiores transtornos", destacou.
Os três candidatos participaram de uma reunião no Fórum Eleitoral e acordaram sobre o uso de poucos recursos durante os atos de campanha. "Eles reduziram o custo de campanha através da redução da propaganda. Optaram por não ter propaganda televisiva, não realizar carreata e não haver distribuição de bandeiras. Foi em comum acordo entre os três candidatos".
Segurança
A tranquilidade nas ruas foi garantida com o aumento do efetivo policial na cidade para o período eleitoral. Além de 160 policiais militares, policiais civis, rodoviários estaduais e federais, integrantes do Ministério Público e um posto da Polícia Federal integram a equipe de fiscalização.
"A Justiça Eleitoral, a presidência do TRE, a Corregedoria estão envidando esforços para fazer uma eleição tranquila. A gente está bem aparelhado, com bastante reforço mesmo", pontua.
Entre os crimes que mais preocupam, estão a conhecida boca de urna, a corrupção eleitoral, como a compra de votos, e o transporte irregular de eleitores. "Tudo isso estará bem fiscalizado em razão do grande efetivo que a gente vai ter na cidade de Cascavel", conclui a juíza do município, Leopoldina Fernandes.
Fonte: Diário do Nordeste

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