quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Ceará fecha 2019 com a melhor balança comercial da história



O resultado da balança comercial cearense em 2019 foi o mais positivo da história, com déficit de US$ 103,2 milhões. Apesar de deficitário, ao registrar mais compras do que vendas no mercado externo, no ano passado, o Estado exportou mais de US$ 2,25 bilhões em mercadorias, valor 3,5% menor do que o recorde de vendas obtido em 2018, de US$ 2,33 bilhões. O que garantiu o maior equilíbrio do resultado foi o volume de importações, que fechou o ano em US$ 2,35 bilhões.

Esse equilíbrio maior da balança comercial garantiu que, em 2019, o saldo do comércio exterior fosse 47% mais positivo para o Estado em comparação aos US$ 197,6 milhões de déficit calculados em 2018.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef-CE), Luiz Antônio Trotta Miranda, todo impacto especulativo quanto à guerra comercial envolvendo Estados Unidos e China não prejudicou de forma impactante o resultado no Estado. outro ponto importante nesta conta, a cotação do dólar, não prejudicou muito mais por causa dos modelos de contratos firmados na maior parte das negociações, que define limites e cotações prévias, remediando flutuações pontuais.

Miranda ainda comenta que o Ceará caminha para a sonhada estabilização da balança comercial, a partir da expectativa de crescimento da economia, acima da média nacional.

"A partir do momento em que existe uma retomada da economia e uma segurança e estabilidade da economia global, a nossa economia tende a crescer e afetar de forma positiva a nossa balança", avalia.

O que puxou esse resultado histórico da balança comercial do Estado foram as exportações das placas de aço produzidas na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Foram US$ 1,095 bilhão em exportação, que representa quase metade do total vendido ao Exterior.

Para dar a real noção da importância das placas de aço para o comércio externo, observando os resultados mensais de 2019, os 12 primeiros são de placas metálicas.

Os Estados Unidos são o principal mercado a que foi destinado o mais importante produto da balança comercial cearense. O país comprou US$ 519,9 milhões em placas. Os EUA são, no geral, os nossos principais compradores, representando 45% da fatia das mercadorias vendidas para fora.

No quesito importação de produtos, o mercado dos Estados Unidos é o principal fornecedor do Ceará, com 701,6 milhões de dólares. Em seguida vem China e Argentina. Os produtos mais exportado foram hulhas (carvão betuminoso), que são matéria prima para a produção de placas de ferro.

A gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (CIN-Fiec), Karina Frota, observa que, apenas entre novembro e dezembro, crescemos mais de 14% em exportação. Apesar da primeira queda nas vendas em quatro anos, o Ceará permaneceu como o 14º entre os maiores exportadores do Brasil.

A descentralização do comércio exterior cearense ao mercado dos Estados Unidos é observado como desafio. "É preciso focar em uma abertura de mercado", avalia.

Sobre a queda nas importações, a gerente do CIN destaca que não é de todo positiva, pois é no mercado estrangeiro que a indústria cearense renova máquinas e equipamentos, que proporcionam maior produtividade ao trabalho.


Fonte: O Povo

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