terça-feira, 1 de junho de 2021

Conta de luz fica mais cara a partir de hoje com fase 2 de bandeira vermelha



A conta de luz vai ficar mais cara a partir de hoje, 1º, em todo o País. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve pelo segundo mês consecutivo a bandeira tarifária vermelha, a mais cara, e elevou o patamar de alerta para o nível 2. Ou seja, a cobrança de taxa adicional em vigor no mês será de R$ 6,243 para cada 100 kWh consumidos, em junho.

No mês anterior, como o bandeiramento ainda estava em patamar 1, o custo que incidia sobre a conta era de R$ 4,169 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Mais de dois reais de diferença.

De acordo com a Aneel, maio foi o primeiro mês da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN), registrando condições hidrológicas desfavoráveis. Mas junho, com os principais reservatórios em níveis ainda mais baixos para essa época do ano, aponta para um horizonte com reduzida geração hidrelétrica e aumento da produção termelétricas.

“Essa conjuntura pressiona os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto de prazo (PLD), levando à necessidade de acionamento do patamar 2 da Bandeira Vermelha. O PLD e o GSF são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada”, justificou a reguladora.

A última vez que a agência reguladora acionou o patamar mais alto da bandeira tarifária foi em dezembro, após meses sem a cobrança adicional por conta da pandemia. De janeiro a março deste ano, a bandeira tarifária que vigorou no País foi a bandeira amarela, cuja cobrança é de R$ 1,343 a cada 100 kWh.

É preciso levar em conta também que desde o dia 22 de abril os consumidores cearenses estão pagando mais caro em função da revisão tarifária anual da Enel, autorizada pela Aneel, que estabeleceu um reajuste médio de 8,95%.

Para os clientes de baixa tensão esse percentual foi de 8,54%, enquanto que para os consumidores residenciais foi de 7,55% e para as indústrias e grandes comércios, o índice aprovado foi de 10,21%.


Fonte: O Povo

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